O fato é que a venda da madrugada para igrejas evangélicas pode ajudar o cofre do SBT, mas colocar a emissora definitivamente longe da briga pela segunda colocação. E é fácil de entender, pena que alguns executivos não consigam enxergar a situação. O SBT vai bem no período da manhã, com alguns momentos de liderança e um placar apertado com a Record, mas com ligeira vantagem. À tarde, dependendo do dia, consegue abrir frente e fecha na vice-liderança. Já à noite, a Record dispara, marca o dobro da audiência e, com isso, amplia sua média/dia, conquistando a vice-liderança. O que ainda deixa o SBT equilibrado na média/dia é a faixa da madrugada, já que a programação da Igreja Universal não pontua bem e as séries exibidas pela emissora de Silvio Santos conquistaram público cativo.
O que vale mais: R$ 20 milhões mensais ou um placar mais apertado na média/dia? É esta questão que os executivos do SBT precisam responder antes de convencer Silvio Santos a vender as madrugadas. É uma questão de contas na ponta do lápis e da vontade de ainda competir no mercado. É claro que precisamos respeitar a decisão de quem vai optar em não voltar mais a disputar a vice-liderança.
COLUNA:José Armando Vannucci(Parabólica)
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